Camming e autoestima: a grande surpresa do amor próprio

por: Camera Prive Camera Prive  - Tempo de leitura: 10 Minutos 25/02/2025

Trabalhar com entretenimento adulto continua sendo um pouco polêmico em nossa sociedade, especialmente quando se é mulher.


Nossa sexualidade vem sendo reprimida durante toda a história e somos constantemente lembradas de como nossos corpos não são perfeitos através da mídia. A baixa autoestima nos acompanha em uma experiência feminina generalizada.


Porém, por bela ironia do destino, é no camming que muitas mulheres se reencontram, se afirmam e se amam, às vezes, pela primeira vez.



Essa é a história da Sweet Witch, nossa cammodel e influencer que criou o Coven da Camming (@CovenDaCamming), no Instagram, um refúgio para camgirls compartilharem os ônus e os bônus desse ofício tão fascinante.


Bora de entrevista inspiradora pra aquecer o coração pro mês das mulheres?


De onde vim e onde cheguei


Assim como muitas de nós, a Sweet nos contou que antes do camming ela tinha uma visão muito fragmentada e crítica sobre si mesma: "Me achava desinteressante, tinha dificuldade em impor limites nas minhas relações, especialmente as amorosas, e muitas vezes agia movida pela carência, buscando validação externa para preencher um vazio interno."





Foi depois de um divórcio delicado e um episódio sério de burnout (síndrome de esgotamento profissional), causado pela rotina intensa como farmacêutica, que ela conheceu o Camera Prive e tudo mudou, como conta: "O que começou com uma curiosidade acabou por se tornar a minha principal fonte de renda e me proporcionar ganhos que nunca tinha tido antes, além de ter a liberdade de trabalhar na hora que quero e onde eu quiser. Hoje consigo estudar o que realmente gosto, pois antes não tinha como com as escalas de trabalho, e cuidar mais de mim, como fazer exercícios, investir em terapia, proporcionar momentos diferentes para mim e minha família e viver com muito mais qualidade. Mas para isso acontecer, precisei trabalhar internamente que o camming é um trabalho sério e que precisa do meu comprometimento."


Tudo isso mudou como a Sweet se via como pessoa também, é claro, e ela relata: "Depois de três anos trabalhando com camming, minha percepção mudou completamente. Como posso me achar desinteressante se existem várias pessoas que pagam para estar na minha companhia e genuinamente gostam de conversar e interagir comigo? Hoje, sou muito mais seletiva sobre quem tem acesso a mim, principalmente no campo amoroso, e valorizo muito a minha própria companhia, ao invés de buscar relações apenas para preencher um vazio. O camming me ajudou a trabalhar a forma como me vejo, como coloco limites, a trabalhar mais a minha fala para melhorar a minha comunicação e a me autoconhecer sexualmente."


Essas conquistas e desenvolvimento pessoal só impulsionaram ainda mais a jornada da nossa bruxinha da cam, porque, como ela nos contou, isso também reflete muito nos chats. Por mais que ela ainda tenha suas inseguranças, não as deixa transparecer em sua postura durante o chat e ainda diz: "Gosto de aproveitar junto com a pessoa da forma como me sinto à vontade, algo genuíno, e essa troca é muito mais importante do que os detalhes negativos."


O surgimento do Coven



Coven é o nome dado a uma reunião de bruxas, tradicionalmente com até 13 membros. Porém, o coven da Sweet Witch já tem mais de 7000!


A modelo criou a página no Instagram apenas com a intenção de não se sentir mais sozinha e nunca imaginou que chegaria até aqui. Ela relata: "O camming pode ser um trabalho muito solitário para muitas de nós, e mesmo que pessoas próximas saibam do nosso trabalho, como família e amigos, não é a mesma coisa do que ter alguém próximo que passa pelas mesmas dores e conquistas que você. Para mim, é muito gratificante poder proporcionar esse espaço de acolhimento. Inclusive, o nome 'Coven da Camming' veio justamente de criar um refúgio seguro para nós conversarmos e trocarmos experiências."


Essa troca profunda e especial é vista pela Witch como um processo de crescimento mútuo e, em suas palavras: "Ao ajudar outras mulheres a se sentirem bem consigo mesmas, eu acabo reforçando essa mesma segurança em mim. Além disso, ser uma voz ativa dentro do nicho me fez perceber que a minha jornada tem um propósito maior, eu amo o meu trabalho e amo compartilhar vivências com outras modelos. Isso mudou completamente a forma como encaro minha própria imagem e minha importância dentro desse espaço."


Entre DMs sinceras e caixinhas de perguntas, a modelo chegou a viralizar recentemente com os inúmeros relatos positivos que recebeu de suas colegas do Coven. Para além de um momento na internet, isso se tornou um marco extremamente gratificante para ela, que conta: "Fico muito emocionada com histórias de mulheres que estão se reerguendo com o camming, saindo de relações abusivas, podendo passar mais tempo com os filhos e proporcionar uma vida melhor, se reestruturando, mudando, estudando, se reconectando com a própria sexualidade e sensualidade. Muitas não podem contar essas conquistas para ninguém, porque as pessoas ao redor não sabem do trabalho como cammodel. Me sinto uma confidente secreta. Já estive nesse lugar de me sentir totalmente sozinha, ter alguém para vibrar as conquistas com você é muito importante."


Empoderamento



Essa palavra carrega um significado forte, apesar de ter sido diluída pelo uso saturado na web. É o ato de passar a possuir poder, autoridade e domínio sobre algo, nesse caso sobre si mesma e sua própria vida. É isso que o camming, quando levado com a seriedade de qualquer outro ofício, pode proporcionar.


Cammodels não são vítimas, são confiantes donas de si. Suas experiências as fortalecem e abrem um mundo de diversidade em que cada um é valorizado e recompensado por suas características únicas não só com dinheiro, mas também com crescimento pessoal.




Mas sem querer romantizar, nossa Sweet Witch fala a realidade do dia a dia como cammodel: "Vejo que existem alguns usuários que podem ser sem noção, mas não ultrapassa a quantidade de elogios e chats bons que as modelos têm. Estar com pessoas que apreciam a nossa companhia da forma que somos é muito positivo para a nossa autoestima, e não é sobre buscar validação externa, e sim aprender a se enxergar de outras formas, se olhar com mais amor e reconhecer seus pontos fortes. Você pode ser quem você quiser nas câmeras, então seja aquela versão gostosa e empoderada do seu jeitinho, ser sexy é uma energia, é postura, é saber levar a conversa, é exalar confiança da forma que é, não está relacionado necessariamente com o tipo de corpo."


Uma rede de conexões e reforço da autoestima


Nossa modelo colaboradora compartilhou alguns relatos anônimos de suas confidentes com a gente e não é nada além de justo os incluirmos aqui.


Através de suas histórias vemos que, ao contrário do que se pensa sobre o trabalho dentro do nicho adulto, foi nesse espaço que encontraram mais autoestima, empoderamento, segurança e liberdade. Preparadas pra se emocionar?








E aí, quer fazer parte dessa rede de conexões? Mande seus relatos através dos nossos Canais de Atendimento. Vamos celebrar suas conquistas, seu crescimento, seu sucesso, sua confiança, seu amor próprio, porque você merece todo esse reconhecimento! Conte sua história pra gente!


Não é só a Sweet Witch que se emociona e se inspira com as histórias do coven, toda a nossa equipe transborda de satisfação e admiração ao ver vocês vencendo e, nesse mês das mulheres, queremos multiplicar esse sentimento e espalhar a grande força que é uma mulher que se ama de verdade.